Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Terça-feira, 5 de Maio de 2009
Irlei Wiesel com Leonard Orr
Formação em Renascimento, mais uma conquista que exigiu dedicação e mudança de paradigmas. O treinamento foi intensivo, foram 10 dias convivendo com o Mentor/Criador da Técnica do Renascimento, o Americano LEONARD ORR.
Domingo, 4 de Janeiro de 2009
Programados para o Apego!
Acompanhem o artigo abaixo, escrito para o site RH:
Certo dia, enquanto brincava com um vaso valioso, um garotinho colocou a mão dentro dele e não conseguiu tirá-la. Seu pai tentou ajudá-lo, mas não obteve êxito. Eles já estavam pensando em quebrar o vaso, quando o pai disse: “Vamos, meu filho, faça mais uma tentativa. Abra a mão, estique os dedos da maneira como estou fazendo e puxe-a com força”.
Para sua surpresa, o garotinho disse: ”Não posso, papai. Se eu esticar os dedos, minha moeda vai cair dentro do vaso”.
Essa história que envolve o apego de uma criança ao seu objeto de desejo é perfeitamente adaptada aos adultos. Quem de nós não é apegado às pequenas coisas do mundo a ponto de não aceitar a libertação? Apegamo-nos a casas, a cidades, aos carros, aos móveis, ao dinheiro, ao emprego, à carreira, à rotina, à família, aos amigos, a roupas, ao sapato, aos livros, entre outras coisas.
Acreditamos que isso está correto. Sentimos uma obrigação instintiva ao apego. Pensamos que o que conquistamos é nosso de fato e de direito. Aí, tomamos conta. Apoderamo-nos; defendemos com todas as forças.
Nas organizações encontramos profissionais inteligentes e altamente capacitados, porém transformam facilmente competência em mesquinharia. Explico: Sabe aquele colega que se apodera da sua própria idéia, impedindo que o grupo a utilize e a transforme em solução? Lembra aquele departamento que insiste em inflar o ego alegando que determinado projeto tem dono? Sabe aquele colaborador que se apegou tanto à função que exerce que chega a adoecer com a possibilidade de um remanejo entre setores? E aquela organização que julga sua vida útil eterna, apegada a um jeito de funcionar e a uma estrutura arcaica?
Lembra aquele colega que está tão apegado ao seu mau humor que se recusa a ouvir sugestões de melhoria? E o grupo de colaboradores apegado a um determinado ritmo e, incapaz de abrir mão do conforto para buscar um novo estilo? Sabe aquele planejamento estratégico elaborado e aprovado, mas que no decorrer do tempo necessitaria de ajustes, mas que por apego à criação jamais acontecerá? Ao considerar que todos nós somos apegados a alguma coisa ou situação, dentro ou fora de uma organização, pergunto: quanto o meu nível de apego pode ser considerado mesquinho?
Se for classificado como mesquinho, está na hora de uma atitude. A mesquinhez altera o nosso grau de domínio. O domínio doentio não é exatamente a saída para as organizações aprimorarem suas relações com o cliente interno nem o externo. O colaborador que possui uma forte tendência ao apego interfere na fluidez das informações e na elaboração e execução das estratégias.
Afinal, por conta do nosso domínio carnal e instintivo, fechamos portas e janelas, estradas e trilhas. Ninguém entra e ninguém sai. Acredito na importância de oferecer cursos e treinamentos aos colaboradores, para que todos possam ter acesso a informações de ordem comportamental, além de disponibilizar recursos no sentido de identificar e melhorar o nível de apego.
Reparem que estou usando o termo “nível de apego”, pois acredito que mudamos significativamente o grau e a intensidade, mas dificilmente nos livramos dessa antiga tendência. Um exemplo de nível saudável de apego é quando alguém exerce um alto cargo na empresa e não se sente apegado. Os apegados normalmente são capazes de qualquer loucura para manter, o que consideram, como sendo seu. Quando conquistamos o desapego, evitamos a escravidão. Afinal, torna-se insuportável mantermos em nossa vida aquilo que nos exige demais.
A energia vital que circula no universo recua quando nos apegamos. Fechar-se, apegando-se é um ato de covardia. Soltar a pequena moeda que está dentro do coração é um ato de rendição. Render-se, para que a vida possa exercer a sua força.
Ao contrário do que muitos pensam, a vida tem a sua força e sua missão. Uma das grandes tarefas da vida é nos encaminhar. Para isso, ela precisa que estejamos o mais livre possível dos apegos comuns aos seres humanos.
O conflito aprisiona e impede o ciclo natural das águas. É como a represa: nela, as águas são impedidas de seguir seu curso, pois alguém se apoderou da sua liberdade. Muitas vezes a vida está esperando que nos desapeguemos de determinado emprego, por exemplo, para nos acenar com uma nova oportunidade. No entanto, quem de nós dá espaço a essa força invisível?
A maioria agarra-se ao que já tem. Infelizmente por conta desse apego exagerado, muito pouco, poderá aproximar-se. Quando o espaço preenchido está ocupado, não há lugar para o novo. Acumulamos objetos inúteis pensando que um dia poderemos precisar. Guardamos raivas e ressentimentos como se fossem troféus. A atitude de guardar potencializa a solidão e aumenta consideravelmente as chances de um fracasso. Você atrai ou repele? Como está seu nível de apego? Pense nisso.
Segue abaixo comentários feitos por usuários do site RH.COM.BR em relação ao texto Programados para o Apego!
Nome: Maria Helena Pinheiro Soares
Comentários:O artigo é muito interessante e, creio, que poderia ser seguindo de uma segunda parte dando orientações/dicas de como se desapegar de objetos, projetos, posições etc.
Nome: João Ricardo Macêdo
Comentários:Texto muito bom. Parabens.
Nome: Leiandra Felipetto
Comentários:Irlei, parabéns pelo texto. Nos impulsiona a tentar mudar e sair da \"zona de conforto\".
Nome: Maria Marlene Evangelista da Costa
Comentários:Sou estudante de pós Graduação em Adm. de RH, excelente artigo, ao ler lembrei de uma histária,a minha história. Na Organização em que trabalhei, me encontrava assim, como esse garoto do vaso, após 21 anos no mesmo grupo, mesmo insatisfeita, o nível de apego era grande, acomodei-me, eram muitos medos, estou com 40 anos, o mercado de trabalho está dificil, enfim muitas preocupações, me assolavam. Estou com 02 meses que tomei a decissão de sair da empresa, e não me arrependi, porque na situação eu me encontrava de acomodação, não estava enxergando, como eu poderia crescer.Parabéns pelo artigo.
Nome: Leilimar
Comentários:è verdade as vezes parece difícil mudar a maneira de ver as coisas.Muito boa sua abordagem,parabéns
Nome: Luiz Bouchardet Júnior
Comentários:òtimo texto, serve como uma luva para quase todos os empresários brasileiros, se eles cogitarem, em duas palavras, reconhecimento e valorização, as empresas seriam outras.A sra. acredita que em 15 anos de serviço um amigo meu nunca recebeu um muito obrigado? Ou um simples olhar de reconhecimento?Parabéns.
Nome: maria girlane nobre de souza
Comentários:Nossa excelente texto,por muito reflexivo, e parece que tenho que me auto-avaliar sobre o apego,
Certo dia, enquanto brincava com um vaso valioso, um garotinho colocou a mão dentro dele e não conseguiu tirá-la. Seu pai tentou ajudá-lo, mas não obteve êxito. Eles já estavam pensando em quebrar o vaso, quando o pai disse: “Vamos, meu filho, faça mais uma tentativa. Abra a mão, estique os dedos da maneira como estou fazendo e puxe-a com força”.
Para sua surpresa, o garotinho disse: ”Não posso, papai. Se eu esticar os dedos, minha moeda vai cair dentro do vaso”.
Essa história que envolve o apego de uma criança ao seu objeto de desejo é perfeitamente adaptada aos adultos. Quem de nós não é apegado às pequenas coisas do mundo a ponto de não aceitar a libertação? Apegamo-nos a casas, a cidades, aos carros, aos móveis, ao dinheiro, ao emprego, à carreira, à rotina, à família, aos amigos, a roupas, ao sapato, aos livros, entre outras coisas.
Acreditamos que isso está correto. Sentimos uma obrigação instintiva ao apego. Pensamos que o que conquistamos é nosso de fato e de direito. Aí, tomamos conta. Apoderamo-nos; defendemos com todas as forças.
Nas organizações encontramos profissionais inteligentes e altamente capacitados, porém transformam facilmente competência em mesquinharia. Explico: Sabe aquele colega que se apodera da sua própria idéia, impedindo que o grupo a utilize e a transforme em solução? Lembra aquele departamento que insiste em inflar o ego alegando que determinado projeto tem dono? Sabe aquele colaborador que se apegou tanto à função que exerce que chega a adoecer com a possibilidade de um remanejo entre setores? E aquela organização que julga sua vida útil eterna, apegada a um jeito de funcionar e a uma estrutura arcaica?
Lembra aquele colega que está tão apegado ao seu mau humor que se recusa a ouvir sugestões de melhoria? E o grupo de colaboradores apegado a um determinado ritmo e, incapaz de abrir mão do conforto para buscar um novo estilo? Sabe aquele planejamento estratégico elaborado e aprovado, mas que no decorrer do tempo necessitaria de ajustes, mas que por apego à criação jamais acontecerá? Ao considerar que todos nós somos apegados a alguma coisa ou situação, dentro ou fora de uma organização, pergunto: quanto o meu nível de apego pode ser considerado mesquinho?
Se for classificado como mesquinho, está na hora de uma atitude. A mesquinhez altera o nosso grau de domínio. O domínio doentio não é exatamente a saída para as organizações aprimorarem suas relações com o cliente interno nem o externo. O colaborador que possui uma forte tendência ao apego interfere na fluidez das informações e na elaboração e execução das estratégias.
Afinal, por conta do nosso domínio carnal e instintivo, fechamos portas e janelas, estradas e trilhas. Ninguém entra e ninguém sai. Acredito na importância de oferecer cursos e treinamentos aos colaboradores, para que todos possam ter acesso a informações de ordem comportamental, além de disponibilizar recursos no sentido de identificar e melhorar o nível de apego.
Reparem que estou usando o termo “nível de apego”, pois acredito que mudamos significativamente o grau e a intensidade, mas dificilmente nos livramos dessa antiga tendência. Um exemplo de nível saudável de apego é quando alguém exerce um alto cargo na empresa e não se sente apegado. Os apegados normalmente são capazes de qualquer loucura para manter, o que consideram, como sendo seu. Quando conquistamos o desapego, evitamos a escravidão. Afinal, torna-se insuportável mantermos em nossa vida aquilo que nos exige demais.
A energia vital que circula no universo recua quando nos apegamos. Fechar-se, apegando-se é um ato de covardia. Soltar a pequena moeda que está dentro do coração é um ato de rendição. Render-se, para que a vida possa exercer a sua força.
Ao contrário do que muitos pensam, a vida tem a sua força e sua missão. Uma das grandes tarefas da vida é nos encaminhar. Para isso, ela precisa que estejamos o mais livre possível dos apegos comuns aos seres humanos.
O conflito aprisiona e impede o ciclo natural das águas. É como a represa: nela, as águas são impedidas de seguir seu curso, pois alguém se apoderou da sua liberdade. Muitas vezes a vida está esperando que nos desapeguemos de determinado emprego, por exemplo, para nos acenar com uma nova oportunidade. No entanto, quem de nós dá espaço a essa força invisível?
A maioria agarra-se ao que já tem. Infelizmente por conta desse apego exagerado, muito pouco, poderá aproximar-se. Quando o espaço preenchido está ocupado, não há lugar para o novo. Acumulamos objetos inúteis pensando que um dia poderemos precisar. Guardamos raivas e ressentimentos como se fossem troféus. A atitude de guardar potencializa a solidão e aumenta consideravelmente as chances de um fracasso. Você atrai ou repele? Como está seu nível de apego? Pense nisso.
Segue abaixo comentários feitos por usuários do site RH.COM.BR em relação ao texto Programados para o Apego!
Nome: Maria Helena Pinheiro Soares
Comentários:O artigo é muito interessante e, creio, que poderia ser seguindo de uma segunda parte dando orientações/dicas de como se desapegar de objetos, projetos, posições etc.
Nome: João Ricardo Macêdo
Comentários:Texto muito bom. Parabens.
Nome: Leiandra Felipetto
Comentários:Irlei, parabéns pelo texto. Nos impulsiona a tentar mudar e sair da \"zona de conforto\".
Nome: Maria Marlene Evangelista da Costa
Comentários:Sou estudante de pós Graduação em Adm. de RH, excelente artigo, ao ler lembrei de uma histária,a minha história. Na Organização em que trabalhei, me encontrava assim, como esse garoto do vaso, após 21 anos no mesmo grupo, mesmo insatisfeita, o nível de apego era grande, acomodei-me, eram muitos medos, estou com 40 anos, o mercado de trabalho está dificil, enfim muitas preocupações, me assolavam. Estou com 02 meses que tomei a decissão de sair da empresa, e não me arrependi, porque na situação eu me encontrava de acomodação, não estava enxergando, como eu poderia crescer.Parabéns pelo artigo.
Nome: Leilimar
Comentários:è verdade as vezes parece difícil mudar a maneira de ver as coisas.Muito boa sua abordagem,parabéns
Nome: Luiz Bouchardet Júnior
Comentários:òtimo texto, serve como uma luva para quase todos os empresários brasileiros, se eles cogitarem, em duas palavras, reconhecimento e valorização, as empresas seriam outras.A sra. acredita que em 15 anos de serviço um amigo meu nunca recebeu um muito obrigado? Ou um simples olhar de reconhecimento?Parabéns.
Nome: maria girlane nobre de souza
Comentários:Nossa excelente texto,por muito reflexivo, e parece que tenho que me auto-avaliar sobre o apego,
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